domingo, novembro 02, 2008

UFPA: Noções de Economia

'O trabalho , a inflação, a estagflação e outras disfunções econômicas serão debeladas ou as noções por elas atingidas sucumbirão a incompetência e a busca de soluções epidermicas e equivocadas? '
Desenvolva o tema acima.


[...]

O grande medo dos analistas, neste período, onde ainda não havia uma certeza de qual seria a “solução” seria adotada pelo Estado, era de que o país não possuísse capacidade suficiente para suprir aquela lacuna estimada em 500 bilhões de dólares. Já que era de praxe do governo norte-americano, ao se deparar com crises econômicas, adotar a boa e velha tática Keynesiana injetar dinheiro no mercado com uma mão e com a outra emite títulos da dívida pública, no intuito de enxugar parte da emissão monetária, prevenindo assim surtos inflacionários.

É aí que fica configurada mais uma das soluções econômicas meramente epidérmicas, aparentes, que deixariam de lado as questões principais do problema. Soluções deste modelo que tangem outros campos, políticos e educacionais, onde temos Bolsas-escola, Pró-uni, entre outros.

Entretanto, é de conhecimento de todos, hoje, que o pacote adotado pelo governo americano gira em torno dos 700 bilhões de dólares. Superando e com folga o buraco econômico.

Mas aí a gente se pergunta: “Ué, se o medo deles era falta e dinheiro, e surgiu uma ajuda com dinheiro DE SOBRA, por que a bolsa de valores do Brasil, Europa e Ásia continuam oscilando?”

Vale lembrar que a antiga reorganização da ordem mundial e o crescimento do capitalismo foram impulsionados pela vitória americana na Segunda Guerra Mundial. Onde ela tornou-se a economia mais robusta do mundo, com todos os poderes possíveis e inimagináveis. E a sua moeda foi considerada a mais confiável do planeta. Atraindo clientes como toda a Europa e Japão realizassem sua produção no consumo americano, a partir de exportações.

Após termos consciência desse acontecimento é cabível pensarmos até mesmo numa nova reorganização mundial. Já que a maior e “mais forte” economia do mundo está decadente e por consequêcia a sua moeda também está indo no mesmo sentido, em qual moeda nós confiaríamos agora?

Assim, não adianta sonhar que haveria saída satisfatória para o conjunto da economia mundial, caso os Estados Unidos continuam sofrendo violentos baques econômicos. China, Índia, Rússia, Europa, Brasil, que realizam sua produção no processo consumista americano teriam, como conseqüência, diminuição significativa de suas atividades totais. Não há milagres. O presidente do Banco Central brasileiro, Henrique Meirelles, foi claro: “vem chumbo grosso por ai, se a locomotiva de Tio Sam tiver que dar uma parada técnica, cuja duração seja difícil de calcular, dado que ampliam-se, consideravelmente, as desconfianças nas possibilidades amplas de a economia dos Estados Unidos continuarem se endividando, como arma para sustentar o aquecimento das atividades produtivas em escala planetária”. Também, tal possibilidade, em sua escala máxima, encontrou empecilhos concretos pela frente, dado que o meio ambiente se mostra frágil, para suportar as agressões continuadas da sobre acumulação capitalista, nos moldes em que se deu, historicamente, ao longo do século 20.

Qual seria a solução? As receitas que o governo americano aplicaram nos países capitalistas periféricos, durante as crises de sobre acumulação de capital que se apresentaram ao longo dos últimos 30 anos, com destaque para a grande derrapada monetária dos anos de 1980 - cujos efeitos se apresentam deleteriamente até hoje, afetando os mais pobres, como o Brasil e os demais países latino-americanos - teriam que ser aplicadas sobre os próprios Estados Unidos. A moeda americana, para recuperar seu prestígio, requereria que Washington combatesse seus déficits, cortando gastos públicos, adiando investimentos, especialmente, os realizados em guerra pelo mundo afora.

Outra vertende diz que a atual crise capitalista não pode ter uma solução capitalista, pois significaria trasladar os custos e semear novos sofrimentos nos países e povos do Sul e nos setores mais vulneráveis do Norte.

Porém, todas, de alguma forma, convergem a um certo incentivo ao freio da economia de guerra americana.

Mas fica o questionamento se isto de fato ocorreria, sabendo que a máquina guerreia governamental americana é a que, historicamente, tem, ao longo dos últimos oitenta anos, puxado a locomotiva econômica global?

[...]

segunda-feira, outubro 20, 2008

Brio


Sofrimento é ser presa fácil de estímulos externos.


O diagnóstico agora é irrelevante
'Hoje - é sim - teu momento
Precisas voltar a ter o momento só teu
Julgaram-te, disserem que era errado
Mas errados são aqueles que se consideram capazes de julgar'

Eu o tenho

Além, podes ver a onda de desejo te engolindo?
Onda de vozes, sons e olhares
Não, não é? Ela consegue te deixar mudo, surdo e cego
Não...

Atrás há medo de botar tudo a perder
O engraçado é que não
existe tão
pouco o
nada
.



Pensa!
E isso que tu sabes fazer, raciocina!
Não imagina, reflete!
Não age, pensa...
Pensa, pensa, pensa!

sábado, outubro 18, 2008

Mudanças

(texto escrito dia 06/07/2008)

Estou em novos endereços: físico e mental. Nunca será normal, digamos assim, acordar num novo quarto, depois de quase dois anos em que do Sol só se fazia presente na sua força, calor e agora sou obrigado a acordar junto com Ele, olhando através duma nova janela que o flagra, agora, com sono; um imitando o outro...
Viver agora num terço da área que já se estava acostumado a se perder de vista. E agora, o que mais tentamos mesmo é não nos ver. Uma cozinha que puts!, mas deixa pra lá isso é o de menos. O que eu queria falar comigo mesmo agora dia 05 ou 06 de Julho de 2008 às 21h45 é da bagunça evidente; tanto externa quanto interna.

A empresa responsável pela nossa mudança, encarregada de transportar e “acomodá-los” no novo endereço, fez o seu serviço, eu não indicaria à ninguém, lascou umas portas, quebrou uns vidros e não deu conta de subir alguns móveis. Bom eu acho que disse que não a indicaria à ninguém, mas isso não me excluir da lista. Quem dera, se por R$ 800,00 alguém pudesse chegar, fedendo mesmo, que seja, enrolar tudo nuns jornais velhos e pôr tudo numa caixa e escrever nela: Fantástico Mundo do Brasil – Frágil Cuidado.

Pensando bem, isso eu já fiz. O que eu tô precisando mesmo é de um Palpitista de carteira assinada com experiência comprovada. Aquele mala mesmo, que fica dando pitaco da tua vida sem ser solicitado... Mas sabe, eu acho que a culpa de tudo isso é da minha educação. Se eu não tivesse conhecimentos da dita, já teria vomitado uns belos “Foda-se você, que é!” que já teriam posto um verdadeiro fim em todo esse engodo. Sem esquecer também da minha incomparável FROCHURA quando o assunto se trata da distinta espécie de seres do sexo oposto ao meu. Não posso ouvir um ai adocicado que não me aguento nas pernas, já me disseram que preciso parar, que tenho que ter cuidado e eu endosso (só pra não perder a tirada...) a opinião.

Mas eu sou um cara de atitudes, pouco falo, pois tento compensar nas atitudes. Entretanto nas últimas experiências, aqui se lê “situação com pé na cabeça”, tenho faltado comigo nesse aspecto. Haverá uma possibilidade de reafirmamento. Vamos lá ver no que vai dar.

O meu ego não falha e minha memória muito menos.

segunda-feira, maio 14, 2007

Um.

Eu não escrevo por vontade própria. Agora, por exemplo, sei que deveria estar estudando as dezenas de matérias atrasadas, com prova de Cálculo I marcada pra tarde de amanhã... Mas enfim, não sou eu quem estou aqui. E hoje uma conversa com meu médico me deu este ânimo pra rascunhar aqui.
Conversávamos sobre a Psicologia, como um médico ético e racional deve se portar diante de diversas situações: amorosas, suicidas, assassinas. Ele, um médico bem conhecido, velho já, portador d'uma extrema idoneidade, me contava sobre os livros de Irvin Yalom, [não sei ao certo a grafia correta] que também é médico (psiquiatra). Eu, um incipiente leitor, ainda saindo do casulo, começando agora a ler; na mais nobre definição da palavra, estava com o livro "Quando Nietzsche Chorou", desse mesmo autor. E ele disse bem baixo:

- Bom livro, garoto. Já o li.
- Ahn? Ah, sim, o livro! Realmente, é um bom livro. É meio-que uma ficção bastante confiável.

E lá a gente ficou conversando, ou melhor, eu o ouvindo contar histórias e histórias sobre a Psicologia e sobre todos os valores o que ela envolve. Mas, o que mais me anda chamando a atenção é como eu tô conseguindo medir meus limites e usá-los em prol do meu próprio conhecimento. Eu percebo, agora, o quanto consigo ser sincero comigo mesmo, o que não era/é tarefa fácil. É preciso construir um outro "si próprio" olhando em segundo plano, como um supervisor. Mas não que ele seja superior, mas apenas um condutor, uma muleta.

Como de costume, sempre acabo fugindo do meu primeiro propósito a escrever. Esse texto foi um pequeno desabafo. Eu tô considerando isso como um passo. Querendo ou não, passei um bom tempo inerte. Um passo como este é digno de memórias. Aqui estão...

sábado, abril 21, 2007

O Tal, que tal?

Estranheza nunca antes conhecida, distinta de mim à ti; enfrentando-te. Talvez já a tenha vivido e sobrevivido ao lado deste meu outro lado. Não é a primeira vez que escrevo sobre este meu outro "ser", na forma verbal de "ser". Ser outro ser. Isto... Outro, completamente outro, assumindo o papel de ator principal, deixando-me, o Rodrigo Brasil, de coadjuvante. Palavras que nem por ela própria cabe. Porque cooperar é o que ele não está fazendo, destruição é o que se faz presente nos momentos, ou meus. Agora nem sei mais me distingüir.

Estranheza nunca antes repelida. Não repelida à mim, porque à mim, pouco importa. Sabes e ao mesmo tempo temes em saber que, tudo e completamente tudo, e este fato não foge disso, depende e varia contigo, portigo. Hoje mesmo disse que és meu termômetro, regula-me, relata-me, reconstrói-me, meu amor. Por favor! AH!

Estranheza nunca antes inexplicável. Por tempos, alguns anos atrás, havia, sim, questionamentos, perturbações por detrás de tudo, manipulando tudo e eu não escaparia, como criança imatura e incipiente, não fiz a minha parte. Havia, havia... mas hoje não há. Ou será que há? Pensando que sim, achando a resposta, que subitamente hoje consegui achar ao teu lado, pude tentar raciocinar (já que é esse o meu ponto forte, o faço...) e desmistificar tal "estranheza".

Ignorante figura, a minha. Imagem por imagem, e só. Me fiz aos cacos esses meses e hoje foi tudo ao chão, parecia que os estilhaços estando vindo de encontro à mim. E eu, na cegueira voluntária, tapei os olhos dizendo a mim mesmo: "Dessa vez vai... vai passar...". Mas não, hoje eles ricochetearam em nossos olhos.

Mas ao invés de sangue, lágrimas, lágrimas de uma alma que clama por sentimentos puros. E os quais eu hei de reecontrá-los; por ti.



Posso até parecer melodramático demais, mas não sendo, já não me deixo de o ser. "Torna-te no homem que és" já diziam alguns pensantes.

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Férias + mp3's

Ando baixando bastante álbuns nessa minha meia-vida de agora. Teoricamente, estive de férias vegetativas desde a ultima prova da federal, dia 29 de janeiro se a memória não me trai.
Desde aí tenho esperado o tal resultado. E ele veio, resultado positivo! E extremamente positivo. Fiquei em segundo lugar no meu curso.

Felicidade transbordando...

Mas sim, dentre estes álbuns que baixei estão bandas que sempre gostei, mas nunca tive tempo de vasculhá-las e entendê-las.
Uma delas é o Sonic Youth. Banda considerada por muitos como underground/independente e tudo mais. Tanto faz. Importante que ela faz música. E aqui vai uma delas, do último disco lançado deles, o Rather Ripped. Baixem-na, ouçam-na e entendam-na (os que consiguirem).

Sonic Youth - 02 - Incinerate

I ripped your heart out from your chest
Replaced it with a grenade blast
Incinerate [x4]
Firefighters hose me down
I don't care i'll burn out anyhow
It's 4 alarm girl nothing to see
Hear the sirens come for me
You dosed my soul with gasoline
You flicked a match into my brain
Incinerate [x4]
The firefighters are so nice
I remember you so cold as ice
Now flames are licking at yr feet
Sirens come to put me out of misery
You wave yr torch into my eyes
Flamethrower lover burning mind
Incinerate [x8]

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Através, estrela

É porque são nessas madrugadas iluminadas, agora cotidianas, que percebo-me mais Rodrigo. Mais fraco por natureza e mais resistente por necessidade. Ouvindo Elis por acaso, queria ouvir algo bom antes de dormir, que me vi ou melhor, me enxuguei de certas lágrimas incertas, perdidas. Lembrando-me de vários viveres passados e presentes. Sim! os presentes... Ah! e como são bonitos. Belos, modelados a tardes e noites de olhares e vozes; e madrugadas em pensamentos regados à tiras de solidão.

Não querendo escolher palavras, só apenas palavreando-as. Encaixando-as; nem lembrando a primeira frase que escrevi, deixo-me levar apenas pelo meu ouvido, por ela. Pela voz dela.
Quase chegando às duas da manhã, vou mudando a estação do meu rádio. Indo e vindo, indo e vindo, após encontrada a música, desconhecida de mim; habitante da minha quase-infinita lista de outras músicas anônimas. Ela é perfeita. Sim... 'laiá, laiá'

Agora sim.

Presenteei-me hoje do meu presente melhor, o presente. Tateando o futuro, cegos por falta de exercício. Atrofiados os olhos meus. Desprenderam-se do amanhã que nos tardava, sempre, a chegar. Vivendo, agora, o cotidiano, o hoje, agora. Sem medo algum, todo ele lacrado no cofre na parte de trás do meu coração. Ficando às trevas, ceifado da luz para que não possa se tentar e migrar novamente, e finalmente, aos meu olhos.
Portanto ou nem tanto assim, julgados os fatos, deixo levar-me.

Levo a ti comigo, sei que queres isso, sei que gostas disso, vives disso.
E faço disso, também, o meu viver.

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Enfim, o fim (...?)

Mês de dezembro; entrerrolado, bagunçado, distante. Fora e distante do normal, eram reações e atos ríspidos.

Porém, tinha um porquê.




Mas ele acabou.
acabou?

quinta-feira, janeiro 04, 2007

Dias, horas, minutos, minutos, minutos, minutos...

Dias de decisão de vida (da vida). Apesar deu gostar de frases hiperbólicas e esdruxulosas, essa aí não é. Com isso não se brinca nããão, Rodriigo! disseram-me.

Provas, resultados, listões, unhas desaparecidas, corações à bilhões ('ões' porque não é só o meu aflito e ansioso no momento). Tudo ao mesmo tempo, sem dó nem vestígio de piedade.

Quem quiser ver meu nome, taí o link http://www.daves.ufpa.br/pss2007/Fase1/5068.htm
meu curso, Sistemas de Informação, na Universidade Federal do Pará (e nossa, como esse nome é imponente mesmo...). Fui aprovado à segunda etapa do processo, já é motivo de ensaiar um risinho. Ora, foram quase 14 mil reprovados. Agora, no total, são 41 mil. Os quase-guerreiros.

Mas os verdadeiros Guerreiros irão ser reconhecidos, pelo próprio nome dado, a partir de domingo, dia 7. Dia da prova da segunda, conhecida também como carrasca, etapa. Onde é obrigatória a permanência de, no máximo, 3 a 4 concorrentes por vaga ofertada. Meu curso que tava com a demanda de 9.1, agora, após a primeira fase, tá com 8.4. Ou seja, cinco vão ter que esperar mais um ano... Argh, não, não...

Voltando a parte dos listões, há boatos (eles nunca faltam nessas horas) que nesta sexta-feira, dia 5 mesmo, saia o listão da UEPA, a Universidade Estadual do Pará. Lá, eu fiz Engenharia Ambiental. Vinte vagas, apenas. Resultado: meu curso está nada a mais, nada a menos que 68 por cada vaga ofertada.

E o tal do ovo, quebrado na cabeça, já, toda raspada? Nossa, como isso deve ser bom. Ainda não passei por isso, entretanto já sou calouro de duas faculdades. Passei até em 3º em uma delas. Mas tive a grande sorte de estar internado no dia. Ouvi, comemorei e reclamei com a enfermeira do gosto da carne fria.

Bom, quem quiser ouvir o listão e torcer por mim, EU AGRADEÇO! De coração. :)



[pequeno desabafozinho pra aliviar o estresse; percebi que isso ajuda bastante]

domingo, novembro 05, 2006

Quem foi [?]



"Deixa o coração

Ter a mania de insistir em ser feliz

Se o amor é o corte e a cicatriz

Pra quê tanto medo

Se esse é o nosso jeito de culpar o desej
o"